quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

José Wellington Alexandrino‏

Esse nome te diz alguma coisa? Não? Pois é, para mim também não dizia até poucas horas a trás. Esse cidadão de 26 anos é um herói. Ele poderia ser um bombeiro, um médico, um policial, mas quis o destino que ele fosse motorista de ambulância. O caso de heroísmo aconteceu, infelizmente, por causa da falha de atuação do Estado, mas graças a pessoas comuns como esse jovem motorista, podemos perceber que nem tudo está perdido nesse país.



Vamos ao caso:



José Wellington saiu de uma pequena cidade no interior do Pará com um bebe de 22 dias na ambulância. A criança estava com uma grave diarréia e corria risco de morte. Ele andou mais de 200 Km para tentar um atendimento médico que salvasse a vida daquele pequeno Paraense. Chegando a Santa Casa de Belém ele foi recebido pelos seguranças que o barraram na entrada informando que ali ele não entraria com o bebe, pois não havia vagas. Jose, então, tentou falar com algum médico ou enfermeiro, mas ninguém quis atende-lo. Desesperado, depois de passar duas horas na porta do hospital, Jose volta para a Ambulância e a atravessa na principal avenida da cidade fazendo, assim, o transito parar. Logo depois, sobe no teto do veiculo e começa a gritar por socorro dizendo que havia um bebe morrendo ali... na porta de um HOSPITAL! As pessoas começam a parar para ouvir o que o motorista estava dizendo e também de revoltaram com aquela situação. Em pouco tempo, dezenas de pessoas estavam na porta da Santa Casa exigindo atendimento para o bebe. O final dessa historia, graças a Deus, teve um final feliz. Depois dessa repercussão toda, a direção da Santa Casa resolveu atender o bebe (depois de horas de espera, devemos salientar) e ele passa bem.



Agora eu pergunto: que comprometimento tinham aqueles médicos que se negaram a atender um bebe? Onde está o juramento de salvar vidas? Porra, eles estudaram anos e anos para isso! Se foram para a emergência de um hospital publico no Pará sabiam o que encontraria ali, então por que fazer isso? Onde está o valor da vida?



O mais impressionante disso tudo é que os doutores não tiveram a sabedoria de um singelo motorista de ambulância, um homem simples que, provavelmente, nunca pisou numa faculdade, mas que tinha consciência do seu papel como cidadão.



Parabéns ao José Wellington pela sua atitude e pela coragem. Ele é um grande exemplo para todos nós... Quem dera que tivéssemos coragem para subir em nossas ambulâncias e gritar por socorro diante de tantas coisas erradas que vemos todos os dias. Ao invés disso vamos engolindo os panetones que nos enviam meia abaixo.

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